''E vou deitar ao papel as reminiscências que me vierem vindo." Dom Casmurro

Uma palavra caída das montanhas dos instantes desmancha todos os mares e une as terras mais distantes. Cecilia Meireles.

domingo, 14 de dezembro de 2008

APARENTE

Eu discordo.
Quão equivocada e eu classificaria pejorativamente como "de Auto-Ajuda" o conceito individualista que defende que deveríamos nos bastar, nos equilibrar, nos mediar e sermos auto-confiantes o suficiente para nos desvincularmos completamente de qualquer dependência afetiva.
É egoísta.
Existem dois tipos de solidão.
Uma nos remete a nós mesmos quando estamos rodeados de pessoas amigas, fiéis e nos sentimos sós, inseguros, e ansiosos por algo que não deciframos por inteiro o que é.
De outra forma estamos seguros do que queremos, estamos tranquilos, em paz, estamos vivendo, realizando porém estamos sós. Por isso somos tomados por uma ânsia de compartilhar com alguém nossos projetos de tudo ou de nada. Mas não existe com quem, estamos sós.
Te infiro, pusilâmine leitor, que tentar não necessitar de alguém é uma concepção irrealizável. Que forma postiça de se bastar. Que mentira. Crês em tal prerrogativa inexorável e te ferirás, te amargurarás e te enfraquecerás ainda mais.
O bicho homem (e mulher) é dual. A natureza o fez assim, e assim o és como a lua depende da luz do sol para ser Lua, como a sombra depende da falta da luz, como a falta do cheio faz o vazio, como para mim é dar e pra ti é receber.
A peculiaridade humana é buscar a parte que lhe é inerente. Esteja ela dentro ou fora de si.

domingo, 7 de dezembro de 2008

ONDE VINCULAS TUA FELICIDADE?

O que nos faz sofrer é o apego. Na vida, o apego se manifesta por uma reação de cobiça ou aversão. Queremos continuar sentindo o que nos dá prazer e não aceitamos sentir o que nos causa algum tipo de dor. Se aprendermos a arte do desapego – ou seja, não cobiçar o prazer nem sentir aversão pela dor –, a fonte do sofrimento estanca. Para isso, precisamos compreender que a vida é impermanência. Que nada dura, nem o prazer nem a dor. É necessário realmente entender que tudo é efêmero e, portanto, só a ignorância nos leva a qualquer tipo de apego – e ao sofrimento.
Passamos a vida tentando transformar por meios materiais, comerciais e descartáveis uma sensação prazerosa em permanente, mas ela vai passar . É cobiça, é apego. É ilusão.
Ter controle sobre a mente é um desafio. Em geral, estamos no passado, nostálgicos ou lamentosos. Ou no futuro, antecipando catástrofes ou adiando possibilidades. No presente, nunca.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

FRAQUEZA

Somos fracos, todos somos.

E defino-te a fraqueza segundo o Aurélio: 1. Que não tem força física , saúde, vigor. 2. Sem força de vontade. 3. Sujeito a errar, a pecar, frágil. 4. Sem autoridade, poder, importância, influência. 5. Pouco versado. 6. Pouco expressivo, medíocre. 7. De baixo teor alcóolico.

Lamentavelmente acima descrevo, na íntegra, o perfil do ser humano e acrescento que a sétima definição embora conotativa é absolutamente ajustável.

Tu não sabes nem nunca procuraste saber sobre muita coisa, ou nada e isto te torna ignorante e medíocre e também te faz errar pois não tens o dom,o conhecimento necessário e suficiente, não tens a pratica, não tens o jeito.
És tão pouco que nem vontade tens, não te entusiasmas porque te conheces e sabes que não pode.
Teu brio é o reflexo da tua incapacidade, não te impões porque não o sabes, nunca o fizeste
Daí reparas na trajectória de tuas falhas, dos projetos impensados e inacabados e te colocas na posição de vítima pois é mais cômodo, é menos comprometedor e é completamente medíocre.
A consequência da fraqueza é o fracasso.

O fracasso é o fragor de algo que se partiu, se quebrou, que estrassalhou e nós fingimos não ouvir pois esse estampido rotula o que não aconteceu, o que falhou. Contudo, as vezes, ele é ensurdecedor.

Mas somos fracos demais para admitir isso e tantas outras coisas.
Tens duas possibilidades na vida: SUCESSO ou FRACASSO e o que resulta em uma ou outra é a opção que fazemos por uma delas. Sim estimado leitor, o destino, a sorte e o azar nada têm a ver com isso.

Na vida temos o CAMINHO DA VONTADE onde desejamos, aspiramos, queremos, nos entusiasmamos. Temos o CAMINHO DO LIVRE ARBÍTRIO que é onde estão as portas
para todos os lugares possíveis, impossíveis, verdadeiros, reais ou não. É então que somo inquestionavelmente livres para decidir por qual delas adentrar e somos livres somente até ai.
Apartir dai, dependendo da escolha que fizemos seguimos pelo CAMINHO DO PRAZER ou pelo CAMINHO DA DOR.

Falo da dor porque ela é como o prazer, faz parte da vida e cabe a nós escolher,ou não pelo sofrimento.
O caminho do prazer é ótimo embora não se aprenda muito com ele. As vitórias servem para nos mostrar o quanto fomos bons, competentes e capazes.
O caminho da dor nos mostra o quanto fomos fracos, mostra que falhamos e nos fere (de morte as vezes). Cabe a nós identificar esses erros e corrigi-los.
Aprendemos mais perdendo que ganhando porém nunca te acostumes a perder.

Te deixo um lembrete prezado leitor: ELEVA TEU TEOR ALCOÓLICO.