''E vou deitar ao papel as reminiscências que me vierem vindo." Dom Casmurro

Uma palavra caída das montanhas dos instantes desmancha todos os mares e une as terras mais distantes. Cecilia Meireles.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

SOCIALISMO TORPE

Até que ponto vai o nosso socialismo?

Será que ele é puro e nobre o suficiente para resistir ao captalismo persuasivo?
Não.
Necessitamos de ambos, cada um em sua medida.

Queremos o desafogamento social, que é hipócrita, comercial e torpe, ao mesmo tempo que desejamos todo o glamour de nossos deleites.
Mesmo nós, adoradores das palavras escritas, pronunciadas ou expostas. Somos torpes, na medida certa, mas somos torpes.

sábado, 26 de julho de 2008

ESTA CARTA ENCONTREI DENTRO DE UMA GARRAFA NA PRAIA DO CAMPECHE

Sim, posso dizer que eu amei de mais, te amei enlouquecidamente, desesperadamente, descontroladamente, impulsivamente.
Me feri pelas minhas próprias espectativas. Te feri, te cobrei o que tu não queria, não podia me dar.
Além de tudo sempre fomos amigos e eu sinto saudades que quando ias lá em casa de tardezinha e nós conversávamos todos juntos, eu, você e os nossos amigos em comum.
Se passaram alguns anos desde que tudo começou a acontecer, e eu ainda penso muito em ti.
Sabe quando tu vai caminhar sozinho na praia e paras, molhas os pés na água do mar e olhas para o horizonte lindo... Durante os últimos seis meses foi o que fiz durante todas as manhãs e não teve uma delas em que eu não pensei em ti.
Hoje eu sei que esse amor é meu, só meu. Me queres bem, eu sei. Só não me queres pra ti.
Me apaixonei por ti por tudo que és. Te admiro muito e sempre. Todas as vezes que fiquei contigo eu tive tudo, naquele monento era como se eu não precisasse de mais nada além de ti. Eu fui feliz naqueles poucos momentos. E ainda lembro, chego a sentir teu cheiro.
Nunca imaginei que poderia amar assim, tanto e amiúde.

Se eu fechar os os olhos, tu estarás presente
Se eu adormecer, serás meu sonho
E serás ao despertar o sol que desponta

Sinto tua falta, falta da tua voz, do teu sorriso. Sinto falta de te olhar nos olhos e ver tuas pupilas dilatarem, sinto falta de quando tu me perguntavas se eu queria colo e me acomodavas na tua perna esquerda, para que pudesses me acariciar melhor com tua mão direita. Sinto falta da toalha que tu aquecias na lareira para eu me secar depois de um banho quente nas quelas noites frias de junho.
Eu acreditei na minha ilusão.
Nem pensava em ter que te esquecer, por isso nem te esqueci.
Te amo como nunca e como sempre....

DILEMA HUMANO

Como dizia Arnaldo Jabor, interpretado por Rita Lee: "Sexo vem dos outros e vai embora, amor vem de nós e demora."
De fato. Porém antes do amor depois do sexo tem a paixão, sim a paixão!
Sentimento que necessita da reciprocidade, se não ele dói, pena.
A paixão deve ser exposta, vivida. E eu diria que a paixão é um sentimento egoísta porque ela é compeletamente vinculada ao outro, necessita que esse alguém tão venerado proceda de uma certa maneira . E se esse algém não nos da a correspondência desejada (sim, aquela que nós queremos, o que nós projetamos, o que nós esperamos dele) a paixão se consuma igual, o sentimento existe mas pena, corrói, dilacera, repudia, suplica.
E tamanha é a dor de sucumbir uma paixão, porque ela é intensiva, passional, impulsiva, é avassaladora. Ter de suportar essa falta é como trancafiar uma laoa faminta e com a cria em perigo. É cruel.
E então o que fazer quando a paixão é singular? Quando um coração bate sozinho ele bate mais forte mas sem sintonia, porque junto com a paixão esta o medo, a angustia, a ânsia, o receio, a insegurança e a saudade.
E respondendo a pergunta do paragrafo anterior: Eu não sei. Pode-se trancafiar a leoa faminta tentando fazer sem muito drama poético, digo, aquietar, esquecer, deixar quieto, não mexer. Daí, retomando o cito de Arnaldo Jabor, a paixão, assim como o amor, também passa a ser "de nós " e tão somente.
Ou expô-la, inquietá-la. Lembrando que ao fazer isso se esta tentando persuadir, de formas inimagináveis, alguém a querer fazer, ser e sentir algo que não quer ou demonstra muito bem não querer.
Eis o Dilema.
O medo de expor é o que bloqueia. O ser desejado intimida tanto que temos medo de enfrenta-lo e fugimos do campo de batalha. Como na guerra, existem formas e formas de combater e atacar. Se ataca e se recua, mas nunca esquecendo que a vitória é o principal objetivo da guerra.
A paixão não é uma ciência, é uma arte abstrata.

ESPÉCIE SINGULAR

O Poeta é solitário. Ele é completamente solitário.

Eu diria que o poeta tem excesso de vida. Quando um organismo tem mais vida do que pode espressar, nas funções que lhe são hábeis, desenvolve capacidades mais complexas e elevadas, uma nova espécie é originada.

Talvez seja isso que acontece com o poeta, posso dizer que ele é uma epécie em evolução.

Uma epécie singular.

Um poeta precisa de vícios, de peculiaridades, de caprichos. Ele precisa de inspiração e esta é sempre algo inquietante, as vezes obsessivo, um desejo tão real e aparente.

Ou ele se sente à vontade com o resto, ou se abstém.

FELICIDADE


Um passo, ou melhor, um mecanismo muito interessante para encontrarmos algo de bom é a simplicidade.
Sejamos simples, como a criança que fomos, ou que, hoje, gostariamos de ter sido. Ao fazermos isso, pois, estamos vivendo a FELICIDADE pura e simples. estes componemtes básicos da felicidade não dependem de condições especiais, de pré-requisitos, de sucesso ou fracasso, de certo e errado. Essas condições não se vinculam a nada, somente à nossa vontade, ao nosso deleite.
Então divirta-mo-emos.